quarta-feira, 26 de maio de 2010

De palácio a palácio


Mais uma corrida em Sintra, neste caso a ligar o belo e emblemático Palácio Nacional de Sintra (Palácio da Vila) ao Palácio Nacional de Queluz.
Andei toda a semana indeciso se deveria ou não participar nesta prova, pois doía-me a rótula da perna esquerda, provavelmente devido a um mau jeito nas descidas do percurso algo irregular onde efectuo os meus treinos. No fundo não sabia bem a origem destas dores e estava com receio de as poder agravar ou contrair uma lesão mais séria. Felizmente no domingo acordei um pouco melhor e lá fui eu para Sintra, onde cheguei já um pouco tarde (09h40), mas aproveitei e fiz o aquecimento até ao local onde levantei o dorsal e o chip.
Estava um dia de sol mas o calor ainda se aguentava razoavelmente, todavia previa-se que iria aquecer até à chegada em Queluz. No largo do palácio e arruamentos periféricos encontravam-se “os clientes do costume”, turistas, predominantemente Europeus, Asiáticos e Americanos.
A partida foi junto do palácio, seguindo-se pela volta do Duche, estação ferroviária, Portela de Sintra até à rotunda do Tribunal, onde se deu a volta. Passou-se junto do Centro de Emprego e seguidamente a primeira descida de cerca de 1,5 km até ao Lourel, continuando-se num percurso plano até à Recta da Granja. Começavam aqui as primeiras dificuldades, numa subida acentuada e prolongada até ao Algueirão Velho. Custou um pouco a fazer e vi os primeiros a caminhar.
Seguidamente passou-se por pequenas localidades, em percurso plano e de descida, até Meleças. A partir daqui veio o troço mais difícil, numa subida de alguns kms, pela Serra da Carregueira, com passagem por Mira-Sintra, Quartel da Carregueira até ao alto de Agualva. Durante este percurso uma agradável surpresa, pois tivemos direito a um abastecimento suplementar, fornecido por um motard, que trazia garrafas de água em maletas laterais. Veio mesmo a calhar, pois já íamos perto do 13km e o calor já apertava. O restante foi a descer até Belas, e a partir dali, como se costuma dizer, faltava ainda o mais difícil…chegar à meta.
Cheguei relativamente bem, pois conhecia o percurso, poupei-me de inicio e precavi-me nas subidas, mantendo um ritmo constante. No final fica sempre a ideia que poderia ter dado um pouco mais, mas melhorei a minha marca anterior da meia Maratona de Lisboa e já foi bom.
A destacar a boa organização, com marcações de kms bem definidas, abastecimentos de água de 5 em 5 kms, e ainda o suplementar efectuado pelo motard. Também o serviço da polícia foi exemplar, tirando a zona de Queluz, todo o percurso foi livre de trânsito. Se esta prova fosse mais publicitada, o sucesso seria maior. Penso que merecia!

23 Maio (Domingo) – 21.195 m – 8ª Meia Maratona dos Palácios – Sintra\Queluz
Escalão: Veteranos II
Terminaram a prova: 502
Classificação: 337º,
Tempo: 01:51:58 h
Vencedor: Ricardo Ribas – GDU Caxiense
Links :     organização e resultados        
Fotos:  Tiradas por mim
João A. Melo

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Corrida pela esperança


08 Maio (Sab) - 5km – 15ª Corrida Terry Fox Portugal – Parque das Nações - Lisboa
Em 1980, o jovem corredor Canadiano Terry Fox, depois de lhe ter sido diagnosticado um cancro na perna direita, levando à amputação da mesma, decidiu percorrer o seu país, de um extremo ao outro, com o objectivo de angariar fundos para a investigação na luta contra o cancro.
Correndo por dia 42 km, o equivalente a uma maratona, chamou-lhe a “Maratona da Esperança”. Ao fim de 143 dias e de 5.000km percorridos, devido à progressão do cancro, que se alastrou até aos pulmões, veio a falecer a meio do caminho. Com esta iniciativa conseguiu 24 milhões de dólares em donativos, sendo mais tarde constituída a Fundação Terry Fox (Pesquisa na net).
Passaram a efectuar-se corridas em vários países, como forma de lembrar este corajoso jovem e assim angariarem-se fundos na luta contra o cancro. Em Portugal foi a 15ª realização, considerada a corrida de solidariedade mais antiga do país, os donativos são a favor da Liga Portuguesa contra o cancro.
Dois dos meus irmãos também já foram levados por esta fatídica doença e ao saber desta iniciativa, decidi participar e contribuir também, na esperança de um dia ainda se encontrar a cura.
O passado sábado, dia da prova, acordara um chuvoso “dia de Inverno”, ainda pensei que talvez fosse adiada, mas para o saber teria que comparecer. 

Cheguei junto da Pavilhão de Portugal cerca das 10H20 e logo constatei que a afluência era reduzida, muito por culpa do mau tempo, porém ainda lá estariam várias centenas de pessoas. Fiz a minha inscrição, vesti a camisola azul da corrida, como haviam solicitado, e efectuei um ligeiro aquecimento.
O percurso foi no perímetro do Parque das Nações, efectuado em 3 voltas, com partida e chegada junto do Pavilhão de Portugal. Logo pós a partida, caiu uma valente chuvada, desmotivando desde logo vários corredores, que ficaram para trás. Surpreendeu-me vê-los desistir, mas continuei, aproveitando para testar as minhas capacidades nesta distância, com ritmo mais rápido no início, acabando por fazer um tempo de 23,15 minutos, contabilizados no meu cronómetro. 

Não houve contagem oficial de tempos nem classificações, nem isso era o mais importante, ficou o gesto e boa vontade de muitos que quiseram participar nesta prova de solidariedade.
João A. Melo

segunda-feira, 3 de maio de 2010

1º de Maio - Dia do Trabalhador


Só após o 25 de Abril de 1974 é que ouvi falar no 1º de Maio – dia do trabalhador, até então era assunto tabu, para mim e para muita gente era  proibitivo até falar sobre ele. As primeiras lembranças que guardo sobre as comemorações do 1º de Maio foram durante as temporadas de estudante na Covilhã, uma cidade na altura ainda com uma grande quantidade de fábricas de lanifícios em laboração. Registaram-se nessa época muitas contestações sobre as condições precárias de trabalho e baixos ordenados dos trabalhadores fabris. Habituei-me a ver o dia do trabalhador com bastante respeito e impregnado de um grande simbolismo, pela luta, unidade e solidariedade, de todos aqueles que defendem os seus direitos e uma sociedade mais justa.

Foi a primeira vez que participei nesta prova e desde logo fiquei agradado, tanto com a organização como por toda a envolvência. Foi bonito partir do estádio 1º de Maio, correr pelas principais artérias e praças da capital, até à baixa e voltar ao mesmo estádio, com meta na pista. Ao longo do percurso não faltaram pessoas a apoiar os atletas, entre eles, muitos estrangeiros turistas, que demonstraram aos (alguns) portugueses como se deve apoiar quem pratica este tipo de desporto.
Estivera um inicio de manhã com chuva miudinha mas à medida que se aproximava a hora da corrida foi diminuindo até que se foi e deu lugar ao sol, mas felizmente não esteve calor em demasia.
Encontrei alguns amigos das corridas, entre eles, o Mário Lima, camarada não só de corridas mas também dos blogues. Já participara em algumas provas com o Mário, mas desta vez estivemos juntos na partida, onde pusemos a conversa em dia, com o desenrolar da prova continuámos a correr em parceria e mantivemos um ritmo constante até à meta. Para mim era tipo uma promessa efectuar a prova ao lado dum atleta como o Mário Lima, um homem com grande experiência e vastos conhecimentos nesta andanças, além da sua sempre boa disposição. Amigo, foi um prazer!
01 Maio (Sab) - 15km – 29ª Corrida 1º de Maio - Lisboa
Escalão: Veteranos II
Terminaram a prova: 909
Classificação: 470º,
Tempo: 01:15:58 h
Vencedor: Nelson Cruz – GDU Caxiense
Links :     Corrida 1º de Maio          

João A. Melo

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Corrida da Liberdade


25 Abril (Dom) - 12km – 33ª Corrida da Liberdade - Lisboa

Nasci no antigo regime e vivi a maior parte da minha vida no pós-25 de Abril, lembro-me dos tempos de obscurantismo e medos, não que tivessem passado por mim essas experiências, pois até aos 13 anos, vive-se uma vida de sonhos, abstraída da realidade, mas pelo que ouvi contar aos meus familiares. Desde a opressão a um povo que estava proibido de expressar os seus ideais e sentimentos, como também à desigualdade social, em que os “senhores” mais afortunados, subjugavam (na sua maioria) os mais fracos e todos aqueles que sobreviviam apenas do seu trabalho. O 25 de Abril veio florir a vida das pessoas, foi um romper com a história de medos e opressões, dando lugar à esperança numa vida melhor, pelo menos com liberdade de expressão.
A corrida da Liberdade teve inicio no Largo do Carmo, o palco da revolução, seguindo-se depois pelas principais artérias e Praças de Lisboa, como a Rua da Escola Politécnica, Largo do Rato, Av. Da Liberdade, Marquês de Pombal, Av. Fontes Pereira de Melo, Saldanha, Campo Grande, passando pelo Bairro de Carnide até ao término na Pontinha, junto ao emblemático quartel onde esteve instalado o Posto de Comando do Movimento das Forças Armadas (MFA), a partir do qual se dirigiram as operações.
Em anos anteriores fora o inverso, iniciava-se junto ao quartel da Pontinha e tinha a meta no Largo do Carmo. Penso que este ano foi um pouco mais dura, pois teve subidas prolongadas, principalmente desde a Avenida da Liberdade até ao Saldanha. Participar nesta corrida para mim teve uma grande simbologia, estar no local onde os protagonistas fizeram a revolução, foi uma grande honra. 
Foi com grande descontracção que encarei esta prova, em que o mais importante era participar na festa da liberdade. Não houve contagem de tempos, por isso penso que apenas foram contabilizados os primeiros, que tiveram direito aos merecidos troféus. Para mim, o melhor prémio foi um cravo, que alguém me ofereceu no final a corrida.
João A. Melo

terça-feira, 13 de abril de 2010

Ao badalar dos sinos


Participar na corrida dos sinos estava nas minhas cogitações há muito tempo, pois iria realizar-se na zona chamada “saloia”, que aprecio bastante. Os “sinos” levaram a lembrar-me dos famosos carrilhões do majestoso convento de Mafra, um espectáculo musical que anseio apreciar quando a oportunidade surgir.
Estava uma bonita manhã primaveril, com sol bem quentinho, soprando apenas uma ligeira brisa, que ajudava a suavizar o calor que já se fazia sentir. Com  um cenário a condizer, no belo Parque Desportivo Municipal Engº Ministro dos Santos, constituído por um campo de futebol relvado e pista de tartan, uma boa surpresa, com condições ótimas para a prática desportiva.
A corrida teve início junto ao parque desportivo, ao som das badaladas de um sino, por sinal bastante antigo, que colocaram junto à partida, seguiu-se  pelas principais artérias da vila, passando em frente ao Palácio-Convento de Mafra,  prosseguindo-se na direcção do Sobreiro até à Achada, onde se retornou, correndo-se novamente pelas mesmas localidades, até à meta, no interior do complexo desportivo. 
A prova teve algumas subidas, que criaram dificuldades, principalmente no retorno a partir do 10º km, que foram atenuadas com algumas manifestações de apoio do muito público que assistia ao evento. Notou-se o grande entusiasmo que as gentes desta zona dedicaram a esta prova,  que já vai no 28º ano de realização.
De salientar a boa organização, tudo decorreu da melhor maneira, tanto na partida, nos abastecimentos (5 e 10 km), como também as marcações dos km percorridos e a chegada, bem bonita através da pista de tartan. Quando assim é a vontade de voltar é geral.
11 Abril (Dom) - 15km – 28ª Corrida dos sinos - Mafra
Escalão: Veteranos II
Terminaram a prova: 1137
Classificação: 606º,
Tempo: 01:15:47 h
Vencedor: Ernest Kebenel – AIMA
Links :      Corrida dos sinos         
João A. Melo

segunda-feira, 5 de abril de 2010

23º GP da Páscoa - Constância

Muita Constância 

Pela história, sabia que Camões tinha sido ali desterrado, devido às “ligações perigosas” com Catarina. Também sabia que era em Constância que o “meu” Rio Zêzere confluía com o Tejo. Sabia que era uma belíssima povoação, que já vislumbrara por diversas vezes, através das janelas do comboio, nas minhas viagens vaivém entre a Covilhã e Tomar, onde cumpri o serviço militar. 
Não sabia que já se chamou “Punhete”, proveniente da dominação Romana (ano 100 A.C.), com o nome de Pugna-Tagi, que significa "Combate no Tejo, e que a sua população não gostava do nome, tendo sido mudado para Constância pela D. Maria II; também que já teve um castelo mas que foi completamente destruído.


O atletismo proporcionou-me a oportunidade, que tantas vezes tinha adiado, de visitar esta bonita povoação. Gostei das ruas estreitas, limpas e bem cuidadas, dos belíssimos e alvos casarios em anfiteatro, dos bonitos canteiros de flores e das suas simpáticas gentes. No regresso aproveitei também para visitar o Castelo de Almourol, que tinha avistado apenas nas minhas viagens por aquele local e que bastante me fascinou.

Sobre a corrida, estava imbuída nas festividades da vila, tendo um percurso sem grandes dificuldades, muito bonito, sempre junto ao rio Zêzere. Estivera a chuviscar durante parte da manhã, mas durante a (minha) prova deu umas tréguas, vindo depois a cair mais abundantemente no final, prejudicando assim um pouco a confraternização com alguns amigos das corridas.






03 Abril (Dom) - 10km – 23º GP da Páscoa - Constância

Escalão: Veteranos +45
Terminaram a prova: 553
Classificação: 333º,
Tempo: 00:46:54 h
Vencedor: Pedro Pinhão – CLAC
Links

 João A. Melo

terça-feira, 30 de março de 2010

Corrida da Solidariedade


Todos os dias ocorrem casos de violência, mas a que mais me repugna é a perpetrada contra as crianças, seja por agressões, maus tratos e sevícias ou por serem violadas e molestadas sexualmente. As crianças são seres inocentes e puros, não pediram para virem ao mundo, nem têm culpa do que mal vai na humanidade, sofrem em silêncio as atrocidades de monstros, indignos de habitar este planeta.
Correr pela solidariedade é sempre um bom motivo e no domingo passado, as verbas da inscrição para esta prova, organizada pela Associação Portuguesa de Apoio à Vítima e pelo Instituto Superior de Ciências Policiais e Segurança Interna da PSP, revertiam na totalidade a favor das vítimas de crimes, através da APAV.
A prova teve início frente ao ISCPSI, no Calvário, passou por Alcântara, Av. 24 de Julho a Santos, onde retornou pela mesma avenida, passando depois pela Av. da Índia até junto da Torre de Belém, onde deu a volta, terminando depois no jardim frente à Praça do Império nos Jerónimos.

Estava um dia ótimo para a corrida, com uma temperatura amena e sem vento. Foi uma prova que me correu bem, pensava que me ia ressentir dos 21 km do domingo anterior, mas senti-me em boas condições físicas, sem quaisquer dores musculares.
Gostei bastante da organização, que decorreu sem falhas (se as houve não foram graves) e mesmo sem controlo de chips, os tempos foram muito bem registados à chegada, pelo sistema de código de barras. Também houve o cuidado de entregarem algumas lembranças no final, mas em fila independente da chegada, pois assim não se ficou muito tempo parado na fila, antes da meta.

28 Março (Dom) - 10km – 7ª corrida da solidariedade ISCPSI-APAV-Lisboa
Escalão: Veteranos II
Terminaram a prova: 715
Classificação: 221º,
Tempo: 00:47:37 h
Vencedor: Luís Pinto – Sporting Clube de Portugal
Links :
João A. Melo

terça-feira, 23 de março de 2010

Meia maratona de Lisboa


Depois de correr várias distâncias, desde os 8 aos 17 km, participar numa meia maratona era um dos meus objectivos, não só para experimentar a sensação de magnitude da prova, como também para testar as minhas capacidades físicas naquela distância.
Quis o destino que a estreia fosse numa das mais emblemáticas provas do país, já considerada pelo responsável máximo da Federação Internacional de Atletismo, como a melhor do mundo da especialidade, ainda por cima na expectativa geral de ser quebrado o recorde do mundo, o que veio a acontecer.
A “ventura” começou na sexta-feira passada, quando fui levantar o dorsal, numa tenda montada para o efeito, junto ao museu da electricidade, em Belém. Encontravam-se várias bancas, onde distribuíram alguns gifts e numa delas tive uma agradável notícia, num teste ao meu colesterol total, os valores foram 186 mg/dl, quando na última medição, no final do ano transacto, eram 226 mg/dl. Nada melhor para começar.
No domingo a “aventura”, cerca das 09h15, estacionei o carro em Alcântara-Mar e fui até à estação de Alcântara-Terra a pé, pois tinha-se-me metido na ideia que era aí que iria apanhar o comboio da Fertagus para o Pragal (que maluqueira). Depois de ali chegar e constatar que o movimento era fraco de mais, meditei e levei as mãos à cabeça, “que m….”, tinha-me enganado e a estação de Campolide ainda era bastante longe para ir a pé, valeu que dali a momentos, por sorte, apareceu um autocarro para a estação de Campolide, senão…lá se ia a corrida.
Chegado ao Pragal já eram 10h10, aproveitei e fiz o “aquecimento” a correr até à ponte. Quando olhei para aquele mar de gente no “garrafão da ponte” pensei, só passo a linha de partida passado uma meia hora depois do inicio. Felizmente os da meia maratona partiam dum local diferente, dos da mini maratona, que eram cerca de 30.000, conforme apregoaram e demorei cerca de 3 minutos a chegar à linha.
Atravessar a ponte 25 de Abril a pé, a correr, para muitos era só mais uma vez (por ano), para mim foi a primeira e tenho que admitir que senti uma especial sensação. Também correr ao lado de vários milhares de pessoas, cada um a fazer a sua festa (ou avaria) foi uma experiência emocionante, assim como bonito foi ver tanta gente a acompanhar e a apoiar os participantes, além da música que nos deram, as várias bandas, ao longo do percurso.
Sabia que para aguentar os 21km teria que manter um ritmo constante e fazer a corrida “de trás para a frente” (como dizem os entendidos), por isso imprimi um andamento mais lento que o costume, mas penso que me entusiasmei um pouco entre os 10 e os 15km, e os últimos três km as pernas pareciam já não querer obedecer, porém, depois de puxar pelos galões da minha consciência, lá cheguei à meta, bastante cansado…mas feliz.
Tinha como objectivos, primeiro, chegar ao fim, depois, tentar fazer menos de duas horas. Ambos foram alcançados, o que me deixou satisfeito e já a pensar numa próxima meia maratona, talvez a dos palácios, em Sintra.
21 Março (Dom) - 21km – Meia Maratona de Lisboa
Escalão: Veteranos +45
Terminaram a prova: 5.475
Classificação: 2585º,
Tempo: 01:56:51 h
Vencedor: Zersenay Tadese – Eritreia.

Filme da minha chegada (ver o meu tempo):  www.bultzsport.com
João A. Melo

quinta-feira, 18 de março de 2010

Corrida das Lezírias


No domingo passado decorreu em Vila Franca de Xira a Corrida das Lezírias, uma prova em que tinha bastantes expectativas em participar, pois a fama de ser diferente, não só pelo percurso mas também pelo meio envolvente, era bastante badalada.
Estava um dia ótimo para a prática de corrida, não chovia e o tempo estava ligeiramente fresco, com apenas algum vento. A prova iniciou-se junto à Praça de Touros, percorreu-se algumas artérias da cidade até à Ponte, depois entrou-se num percurso em terra entre os campos (lezírias) ribatejanos, regressando-se novamente pela ponte até ao local de partida. Foram cerca de 10km a correr entre os campos verdinhos, sendo metade do percurso efectuado ao longo do rio Tejo, numa espécie de trilho feito pelos rodados de tractores agrícolas. Em alguns pontos do percurso encontravam-se campinos, trajados a rigor, montados em belos cavalos.
Quanto à corrida, imprimi um ritmo lento no início, fui aumentando conforme as minhas possibilidades para depois manter e na parte final acelerei um pouco até à meta. Serviu para avaliar as minhas capacidades para a meia maratona de Lisboa, que irei participar pela primeira vez. Fiquei contente com o meu desempenho, senti-me bem fisicamente e cumpri com os meus objectivos, que eram principalmente participar. 
Foi uma organização muito boa, desde a partida a horas marcadas, ao percurso escolhido, aos abastecimentos (5 e 10 km) e a todo o envolvimento, como o local da chegada, muito bem demarcado. O público não faltou e foi entusiástico a apoiar os atletas nas ruas de Vila Franca. No final a confraternização com alguns companheiros de corrida, nomeadamente o Mário e o meu colega Francisco Gaio. Parabéns a todos!

14 Março (Dom) - 15km – Corrida das Lezírias; Vila Franca de Xira
Escalão: Veteranos II
Terminaram a prova: 1388
Classificação: 747º,
Tempo: 01:14:23 h
Vencedor: Hermano Ferreira – Maratona C.P.
            fotos 
João A. Melo


quinta-feira, 11 de março de 2010

Corrida da árvore


Pesquisei que…
A Serra de Monsanto, devido à proximidade de Lisboa e às necessidades primárias da sua população, principalmente de lenha e exploração de pedreiras, sofreu ao longo dos anos, uma grande devastação da sua floresta. Por já estar completamente despida, nos finais do século XIX foi arborizada. Mais tarde, nas primeiras décadas do século XX, durante o Estado Novo, por vontade do então Ministro das Obras Públicas, Engenheiro Duarte Pacheco, foi projectado e construído o Parque Florestal, com a finalidade de proporcionar aos lisboetas um espaço de lazer. Nos finais do século passado (até parece que já foi à muito tempo…), foram construídos diversos equipamentos de recreio e lazer, melhoradas as estradas e recuperado o circuito de manutenção.
Em 1988, quando residia na Ajuda, cheguei a frequentar o circuito de manutenção, que achei ser bastante razoável. Há uns anos ainda ouvi falar num passeio/pista para ciclistas e peões a ligar a cidade e o parque florestal, era uma excelente iniciativa mas ficou-se pela ideia. Nos dias de hoje, o parque de Monsanto oferece boas condições, para quem quiser sair do bulício da cidade e passar um dia diferente em contacto com a natureza, tanto em passeio como a praticar desporto.
Foi também a pensar na corrida…em contacto com a natureza que decidi participar. A prova tinha motivos ecológicos, apelava à preservação do meio ambiente e o prémio de participação, além da camisola, era uma árvore e quem a não quisesse levar para casa poderia entregá-la a uma representação de escuteiros, que se encarregariam de as plantar.
Estava uma manhã com céu bastante nublado, a prometer chuva mas felizmente deu umas tréguas durante a corrida. Quanto à prova, pelo que tinha ouvido e lido, esperava maiores dificuldades, tendo custado mais um pouco os últimos quilómetros, que foram sempre a subir até à meta. No final, a satisfação de mais uma corrida, o partilhar com os restantes aqueles momentos, e o prémio, um pinheiro que plantei na mata, frente à minha casa.
7 Março (Dom) - 10km – Corrida da Árvore; Monsanto - Lisboa
Escalão: Veteranos II
Terminaram a prova: 662
Classificação: 208º,
Tempo: 00:49:38 minutos
Vencedor: Bruno Pais – S.L. Benfica
Link:  Revista Atletismo   
          Fotos: ammamagazine
João A. Melo

quarta-feira, 3 de março de 2010

Correr com o cheiro a mar


           Organizada pelo Núcleo Sportinguista da Costa da Caparica, esta prova, já na sua décima primeira realização, para mim, foi mais uma estreia e o simples objectivo de participar. Pelo que tinha “estudado” a mesma decorria pelas ruas da vila e uma grande parte, no passeio marítimo ao longo da extensa praia da costa Atlântica.
As expectativas não me saíram defraudadas, gostei da organização, havendo apenas uma dissonância sobre a hora da partida divulgada pela Xistarca. A partida foi numa artéria lateral e a chegada na outra mesmo frente à sede do núcleo.
Estivera uma manhã de chuva intensa e mais uma vez previa-se uma grande “molha”, mas apenas levámos umas “encharcadelas” devido às poças de água que cobriam grande parte do percurso da estrada, mas quando há vontade tudo se ultrapassa.
Também gostei do trajecto da corrida, com cerca de 4km ao longo das praias, o cheirinho a mar a entrar pelas narinas e as gaivotas a esvoaçar por cima de nós, procurando terra firme, pois o mar estava bravio.
Apesar do tempo estar a prometer chuva, a prova foi bastante participada, assim como as gente locais também demonstravam grande entusiasmo, principalmente nas artérias da vila. Para o ano há mais…se a vida o permitir.

28 Fevereiro (Dom) - 10km - XI G. P. do Atlântico; Costa da Caparica
Escalão: Veteranos II
Terminaram a prova: 1037
Classificação: 436º,
Tempo: 00:48:32 minutos

Vencedor da prova:  Helder Ferreira - U.F.C.I. Tomar
          Fotos
João A. Melo