quinta-feira, 24 de março de 2011

21ª Meia Maratona de Lisboa


Mais uma vez participei na Meia Maratona de Lisboa, uma prova considerada como sendo uma das melhores dez do mundo. Além da meia maratona, também se realizou em simultâneo, a mini maratona (cerca de 30.000!), de 7.200m, tendo ambas como local de partida o início da Ponte 25 de Abril (os da Mini cerca de uma centena de metros atrás). Em Alcântara, dividiram-se, seguindo os da meia, na direcção do Terreiro do Paço (Campo das Cebolas), onde davam a volta e seguiam o percurso inverso em direcção a Belém, frente ao Mosteiro dos Jerónimos, enquanto os da mini voltavam logo na direcção da Av. da Índia para a meta, em Belém.

Cheguei ao Pragal no comboio da Fertagus, cerca das 09h35, julgando chegar bem a tempo, dado que ainda faltavam 55 minutos para o início da corrida, mas enganei-me (fui enganado!), demorei precisamente 53 minutos a percorrer cerca de 1 km, entre a estação e o local de partida,  devido aos milhares de participantes que se afunilaram e tiveram imensas dificuldades, para passar um pequeno troço (passadiço) de acesso à ponte, onde só podiam entrar 4 ou 5 pessoas ao mesmo tempo. Lembro-me que eram 10h20, ainda não tinha entrado nesse passadiço e por trás de mim ainda se encontrariam perto de 2 mil pessoas para o atravessarem, empurrando-se em desespero. Muito começaram ali a prova....!


 Cheguei ao local de partida faltavam 3 minutos para o início, quanto ao aquecimento..., só se fosse pelo sol, que brilhava intensamente, e para começar em beleza, constatei que fiquei a cerca de 300 m do local de partida, dado que não tinha sido efectuada a separação dos participantes da meia maratona com os da mini e caminhantes. Desde o tiro de partida até ao local de controlo de chips demorei cerca de 5 minutos e a partir daí foi um suplício, pois queria correr e entrar no meu ritmo, mas não conseguia, pois os caminhantes, que se tinham colocado incompreensivelmente à frente dos que iam correr a meia maratona, não deixavam, percorrendo eu toda a ponte aos ziguezagues e em pára arranca.

Já a chegar a Alcântara é que entrei no meu ritmo, depois dei corda aos sapatos para tentar ganhar algum tempo, pois nos 20 km de Cascais tinha feito um tempo de 1:40h e trazia como objectivo (pensava eu)  fazer cerca de 1:47h . Tudo corria às mil maravilhas, com música nos caminho e bastante gente a assistir, principalmente na zona do Cais do Sodré e Terreiro do Passo, distraí-me e deixei de controlar a minha passada. Demos a volta no Campo das Cebolas e seguimos novamente pela Av. 24 de Julho, passando outra vez por Alcântara, tinham sido percorridos cerca de 13 km. Curiosamente aí lembrei-me que ia a correr e comecei a sentir que tinha pernas, mas tudo bem. Aos 17 km, já a caminho de Algés, as pernas começaram a pesar, estava a pagar a corrida desregrada que fizera até então, e o sol também aquecia bastante, pois já era perto do meio dia. Tive que baixar o ritmo e a partir dos 19 km até à meta as pernas já não queriam obedecer ao dono, mas não iria desistir e foi um sofrimento até ao final.


Há que enaltecer a organização, tantos nas marcações de distância como nos abastecimentos de água e depois de frutas, foram excelentes. A animação ao longo do percurso também foi boa, levámos com música até fartar, desde os clássicos até ao rock. Quanto à assistência, notou-se sim senhor, pois houve muitas palmas e palavras de incentivo, principalmente em língua estrangeira, pois lamentavelmente, muitos dos portugueses continuam a não querer saber, e por vezes até dizem "deixa lá que no final ganhas uma garrafa de água....".


A lamentar a falta de soluções de acesso à ponte, dado que a esmagadora maioria vem no comboio FERTAGUS e sai na Estação do Pragal. Depois têm que efectuar o percurso a pé até ao único caminho para a ponte, onde começa o calvário, pois, tirando aqueles que chegam com duas horas de antecedência, os outros acotovelam-se e comprimem-se uns contra os outros até conseguirem chegar ao tal passadiço. Também é lamentável que a organização tenha permitido que aqueles que vão apenas a caminhar, se viessem a colocar à frente dos que vão fazer a meia maratona, dificultando assim a sua corrida. O que entendo é que alguém se borrifou para o assunto, não sei se seguranças se colaboradores. Quanto a "esses" caminheiros, só uma palavra, falta de civismo!



20 Março (Dom - 10H30) – 21,91 km – XXI Meia Maratona de Lisboa -  2011

Escalão: M50
Chegados à meta: 6331
Classificação: 3035º
Tempo: 01:55:11 minutos (tempo chip)
Vencedor: Tadese  - Eritreia - Recordista Mundial
 
Links: Fotos ammamagazine

João A. Melo

terça-feira, 8 de março de 2011

20 Km de Cascais

Passei a noite de sábado para domingo quase em branco, não sei porquê, coisas que "esta gente" não entende, eu bem tentava conciliar o sono mas nada, se dormi 2 horas foi muito. Às 08h00 levantei-me da cama (não me apetecia nada) e vi que o tempo prometia chuva, o céu estava encoberto de nuvens. Sentia uma moinha na cabeça, pensei como poderia aguentar os 20 km sem dormir quase nada, porém meditei numas palavras que o amigo Mário Lima, companheiro de corridas, uma vez me tinha dito, algo assim, "não se conhecem os limites do corpo humano", dado que também ele já tinha corrido algumas vezes sem dormir, por trabalhar também por turnos . Por isso, ala que se faz tarde.



À medida que me aproximava de Cascais, passa a chover e cada vez com mais intensidade, lembrei-me..., bem, sem dormir e com uma grande molha, desta vez é que vou parar ao estaleiro. Coloquei-me na fila para levantar o dorsal e o chip, com a chuva sempre a cair, depois vou para o aquecimento, onde encontro o Mário Lima e outros colegas de corrida. Chega a hora da partida e a chuva pára. A temperatura era amena e as nuvens estavam a levantar, a coisa está a compor-se.
O percurso no início foi algo complicado, com uma volta por algumas artérias da vila e passagem pelo mesmo local (meta), o que levou a duas subidas algo prolongadas, tudo isto numa distância de cerca de 5 km. A partir daqui tomámos o caminho ao longo da estrada (Av. N. Srª do Cabo) em direcção ao Guincho. Ao passarmos o Cabo Raso, cerca dos 13 km, o vento e o frio passou a fazer-se sentir no corpinho, mas mais adiante demos a volta  e o sol até fez uma visita, irradiando toda aquela bela paisagem ao longo do oceano.


 
Apesar do sono, até fiquei algo surpreendido com o meu desempenho, gerindo bem o esforço, aguentei todo o percurso sem grandes quebras, conseguindo o meu melhor tempo na distância de 20 km. Claro que os objectivos eram principalmente participar, divertir-me e conviver com os meus colegas de corrida, mas pretendo também dar o meu melhor, para assim me sentir bem comigo mesmo.


Foi a minha primeira participação nesta prova e só tenho a dizer que fiquei bastante agradado. Uma boa organização, bela envolvência, em suma, uma manhã bem desfrutada. Ainda bem que não fiquei na cama.

06 Março (Dom - 10H00) – 20 km – 20Km de Cascais -  2011

Escalão: M50-54
Chegados à meta: 1368
Classificação: 735º
Tempo: 01:41:39 minutos (tempo chip - 01:40:46)
Vencedor: Hélder Ornelas - Conforlimpa
 
 
João A. Melo

quinta-feira, 3 de março de 2011

Corrida da árvore

No passado domingo participei mais uma vez na corrida da árvore, uma prova que de ano para ano tem vindo a ganhar participantes e simpatizantes. Esta prova, de 10 km, decorre no parque florestal de Monsanto, em Lisboa, em pleno contacto com a natureza. Correr a sentir a frescura e o cheirinho das plantas tem outro gosto, talvez por isso o aumentar de adeptos. Nota-se nas pessoas que aqui acorrem, tanto para ver como para participar, um semblante mais alegre e prazeroso.


Não é uma prova fácil, nem propícia a bater recordes, pois tem algumas subidas longas, mas vale por tudo o que já referi, além de ter um percurso bonito. Apesar de se correr em asfalto não se tem o contacto com os automóveis, devido ao excelente trabalho dos agentes reguladores de trânsito.

Pode-se dizer que foi uma prova muito bem organizada, a todos os níveis, com boas marcações de distâncias, abastecimentos, e sem anomalias na partida e na chegada. Valeu a pena levantar cedo da cama, e assim se ganha cada vez mais vontade de participar, pois o que dá vida a estas corridas populares é a presença e  empenho de todos aqueles que ali vão pelo prazer de correr.


27 Fevereiro (Dom - 10H00) – 10 km – Corrida da Árvore - Monsanto - Lisboa – 2011

Escalão: M45
Concluíram a prova: 1024
Classificação: 282º
Tempo: 00:48:58 minutos
Vencedor: José Santos

João A. Melo

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

XII Grande prémio do Atlântico



No sábado estivera uma manhã de sol mas a tarde foi chuvosa, para os mais optimistas tudo levava a crer que o estado do tempo no domingo se poderia repetir, o que seria bem bom. Quando acordei, abri os estores da janela e vi um dia cinzento mas não chovia, logo torci o nariz, hummmm... Lembrei-me que no ano passado estivera a chover intensamente durante toda a noite e durante o período da corrida, a chuva dera umas tréguas, podia ser que se voltasse a repetir.

Chegado à Costa da Caparica, verifiquei que a partida não era no mesmo local do ano passado (junto à sede do Núcleo Sportinguista), tive que andar à procura do sítio, corri, aqueci e segui alguns colegas de corrida até ao dito local, estranhamente escondido lá para as traseiras de uns prédios. Ainda comentei com o amigo Mário Lima, que alegremente (seu cariz habitual) me encontrou no aglomerado de atletas, que não entendia o local da partida, tudo levando a crer que o percurso inicial seria lá para o meio dos campos. Chegada a hora da partida, constatámos que afinal não, tendo a organização improvisado um novo local de partida, a cerca de 10 metros à frente, dado que a maioria dos atletas não conseguia passar para trás do insuflável. Entretanto a chuva começou a cair em grossos pingos.

Durante os primeiros 3 km a chuva não foi muita mas era contínua e o vento soprava algo forte, ia-se bem. A partir dos 5km a chuva intensificou-se e à medida que nos aproximávamos da costa, o vento passou a soprar com mais força. Pensei "isto vai complicar-se, mas há que seguir em frente". Ao chegar ao passeio marítimo (se assim se poderá chamar), ao longo da praia, foi um "Deus me valha", soprava, vindo do lado do mar, um vento fortíssimo, que misturado com areia, batia a forte chuva contra nós. 

As dificuldades para correr eram muitas, o vento, chuva e areia fustigavam-me violentamente no rosto e pernas, sentindo as picadas de areia. Na passada, batia de vez em quando com o ténis do pé direito na perna esquerda devido a ser empurrado pelo vento, que vinha do meu lado direito. Vacilava mas não caía, corria com o rosto virado de lado por ter dificuldades em respirar devido à intensidade do vento. Vi alguns olhares de algumas pessoas encostadas e abrigadas nos edifícios, que nos olhavam incrédulas, quiçá a interrogarem-se, como era possível correr no meio daquele temporal. Dos fracos não reza a história...


Percorridos os cerca de 4 km ao longo da praia entrei no derradeiro quilómetro, já a "fugir" da costa, a levar com o vento e chuva pelas costas, com a camisola encharcada a colar-se ao corpo. Este último quilómetro, pelas ruas da cidade, foi em ziguezague, a desviar-me das poças de água, mas a meta já estava perto. Foi a prova mais difícil em que já participei, não pelo percurso mas devido às condições climatéricas.

Quanto à organização, do núcleo Sportinguista, em parceria com a Xistarca, poderei dizer  que houve falhas, principalmente no local da partida, pois deveria estar alguém com um megafone a avisar os participantes, o sentido da partida  e o local para onde se deveriam dirigir. Se existiram outras lacunas (como ouvi falar), nomeadamente no ordenamento do trânsito, provavelmente o estado do tempo também teve influência.

13 Fevereiro (Dom - 10H00) – 10 km – XII grande Prémio do Atlântico -  Costa da Caparica – 2011

Escalão: M45
Chegados à meta: 1319
Classificação: 477º
Tempo: 00:48:14 minutos (tempo de chip)
Vencedor: MICHEL ANDERSEN - Academia do Korpo
 
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João A. Melo

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

IV Corrida S. Domingos de Benfica

No passado domingo decorreu a 4ª edição da corrida de S. Domingos de Benfica, uma prova organizada em conjunto pela Junta de Freguesia local e pela Xistarca. Esta corrida teve início às 10h30, com partida e chegada na Praça em frente ao portão principal do Jardim Zoológico, em Sete Rios, percorrendo as duas artérias principais de S. Domingos de Benfica (Estrada de Benfica e Estrada da Luz), passando pela Praça de Espanha. O tempo estava frio, ligeiramente nublado mas sem chuva, ótimo para a corrida.


Esta edição quase que duplicou o número de participantes, o que denota a evolução que esta prova está a registar, não só pelo aumento de praticantes de corrida no país, ligado a uma maior consciencialização dos benefícios que trás à saúde, como também pelo empenho dos organizadores em melhorar a qualidade deste tipo de eventos, e provavelmente também a escolha da data.


Foi a minha primeira participação nesta corrida e só posso dizer bem, pois nada faltou, desde o percurso, boas marcações (a partir do 6º km), e um bom escoamento dos atletas depois da meta. Sobre o abastecimento de água, penso que poderiam distribuir garrafas de água de ¼ de litro, pois as de meio litro são demasiado grandes para a distância e quase todos deixam mais de metade da garrafa por beber. Sabendo que muitos não se interessam, sou de opinião que também deveriam existir vários contentores (dos mais largos, de um lado e outro da estrada), a seguir aos abastecimentos, para os atletas ali deitarem as garrafas, porque os que existem são poucos e pequenos, levando a que muitos não acertem na “muche”, espalhando as garrafas na via.


Quanto ao meu desempenho, senti-me bem, principalmente nos últimos dois kms, em provas planas foi o meu segundo melhor tempo.
 
16 Janeiro (Dom) – 10 km – IV Corrida S. Domingos de Benfica – Lisboa

Participantes chegados à meta: 766
Escalão: 45-50
Classificação: 305º
Tempo: 00:47:10 minutos

Vencedores:
Masculino - Roman Prodius -  CR Leões P Salvo (00:30:22)
Feminino – Ana Ferreira – GD Estreito (00:36:22)

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João A. Melo

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

S. Silvestre de Lisboa

No Fim de Ano, em termos desportivos, as provas em destaque, são as corridas de S. Silvestre, que ocorrem no último dia do ano, prova a qual foi atribuído o nome, por ser dia de S. Silvestre, um Papa Romano, que governou a Igreja de 314 a 355 d.c, falecendo no dia 31 de Dezembro, tendo sido esta a data escolhida pela igreja católica, para o canonizar. 
A nível mundial, provavelmente a S. Silvestre mais conhecida e grandiosa é a de S. Paulo, no Brasil, que já vai na sua 86ª edição. Por cá, até hoje, a mais famosa é a S. Silvestre da Amadora, que é realizada desde 1974, mas muitas outras ocorrem durante os últimos dias do ano, como a do domingo passado, a S. Silvestre de Lisboa, que é efectuada pelo 3.º ano.

Saí de casa cerca das 17h00, já um pouco tarde, mas caso não houvesse problemas chegaria bem a tempo para o aquecimento, mas por meu azar os contratempos apareceram. Ao chegar à IC 19, dei com uma fila enorme de automóveis, devido a ter ocorrido um acidente, tendo necessidade de “inventar” um percurso alternativo, ainda que mais longe, para chegar a tempo de participar.
Cheguei a Santos (junto à estação da CP) pelas 17h50, faltavam só 10 minutos, pelo que não me restou outra alternativa se não dar ao pedal, até à Praça do Comércio, local da partida, onde cheguei já bem quentinho, porém dei com uma fila enorme, tendo-me restado ficar junto aos últimos.

Desde o tiro de início de corrida até ao local de partida, demorei cerca de 2,30 minutos, pois o andamento era a passo de caracol e o ritmo de corrida nos primeiros 3 km também foi baixo, o que me levou a demorar cerca de 27 minutos para percorrer os primeiros 5 km. Só a partir da segunda passagem na Praça do Comércio, poderei dizer que corri à vontade.

Participei pela primeira vez nesta corrida e gostei, pois toda aquela envolvência de gente e iluminação natalícia, transmite cá para dentro um sentimento diferente e especial. O percurso pela Baixa lisboeta passando pelo Rossio, Restauradores, Marquês de Pombal e finalmente a terminar pelo Rua Augusta, até à meta, quase junto à estátua de D. José, é muito bonito.


A organização ainda tem falhas, será que não repararam na falta de Luz na Av. Ribeira das Naus? Numa distância de cerca de 100 metros não se via nada e logo numa zona fulcral, na divisória de percurso dos corriam os 3km e os 10 km, onde haviam separadores, chegando alguns atletas a esbarrar neles. Eu ouvi o barulho e penso que alguns atletas chegaram mesmo a cair.

Colocaram antes da linha de partida, divisórias por tempos, mas pelo que vi, nada foi respeitado, pois nos primeiros kms esbarrei contra muitos que iam apenas a caminhar, o que cria grande transtorno, pois corta o ritmo de corrida para quem vai ali não para passear, mas participar dando o seu melhor. Também penso que a classificação geral deveria ser pela do tempo chip, para mim a verdadeira. Não compreendo porque o não fazem, porque os chips deveriam servir para alguma coisa.

Para o próximo ano é no dia 31, logo se verá se participarei nesta ou na da Amadora.

26 Dezembro (Dom - 18H00) – 10 km – 3.ª S. Silvestre de Lisboa – 2010

Escalão: M45
Participantes: 3567
Classificação: 1271º
Tempo: 00:48:14 minutos (tempo de chip)
Vencedor: Hermano Ferreira – Conforlimpa
João A. Melo

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

G.P. Natal 2010 - Lisboa


No passado domingo decorreu a 53ª edição do Grande Prémio de Natal, este ano organizado em conjunto pela Associação de Atletismo de Lisboa e pela Jesus Events. Tinha sido anunciado que a prova teria 9 km (no ano passado foram 10 km) e que se iniciaria na praça do Saldanha, sendo o percurso idêntico ao ano transacto, pela Av. da República, dando-se a volta no final do Campo Grande, passando-se novamente pelo Saldanha, depois a descida da Av. Fontes Pereira de Melo, Marquês de Pombal, Avenida da Liberdade, com retorno no Rossio, terminando na Praça dos Restauradores.



Pelos vistos mudaram as regras à última da hora, pois ao chegar ao final da Av. da Liberdade verifiquei que não se iria ao Rossio, dando-se logo ali a volta nos Restauradores, já perto da meta. No final, no cronómetro do meu relógio, marcavam 8.710 metros. Será que se enganaram na contagem do percurso!?
Posso compreender que organizar corridas em Lisboa não será fácil, pois pode-se interferir com a vida de muita gente, principalmente nesta época de compras, mesmo sendo um domingo de manhã, muita gente percorre a baixa da capital, utilizando os seus veículos.

Só por esse motivo se compreende que tenham encurtado a prova mas também acho que este facto deveria ter sido pensado e comunicado atempadamente. Só me leva a pensar que a organização se está a borrifar para os atletas e não respeita todos aqueles que gostam de correr, não olhando ao frio e por vezes chuva, participando nestes eventos populares.



Ponto positivo, o facto de não se ter registado, como no ano passado, a fila de atletas antes da chegada à meta. Pelo menos aprenderam alguma coisa! Negativo, ainda muitos factores, o que levam muitos atletas a deixar de participar nesta prova, como aconteceu este ano.

19 Dezembro (Dom) – 9 km – G. P. do Natal – 2010 – Lisboa
Escalão: Veteranos II
Participantes: 704
Classificação: 382º
Tempo: 00:40:05 minutos
Vencedor: Euclides Varela -  N. Oeiras

Links: 
classificação:GP Natal
Fotos: Ammagazine
 
João A. Melo

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

G. P. Natal

No ano passado participei pela primeira vez no Grande Prémio de Natal e levava óptimas expectativas, pois tratava-se de uma prova organizada pela Associação de Atletismo de Lisboa, provavelmente uma das associações no que diz respeito à modalidade, com mais sócios, portanto, talvez com mais possibilidades de poder organizar um evento sem grandes falhas.
No final fiquei totalmente desiludido e perplexo, à chegada à meta nos Restauradores, ficámos em fila de cerca de 50 metros, até à passagem da zona de controlo de chips, ao frio, que era bastante. Como era possível, uma associação tão antiga e com tanta experiência, não ter previsto uma situação destas.
Tal foi o desapontamento que cheguei a afirmar que não participaria nesta prova este ano, mas a data e a disponibilidade permitiu-me voltar a inscrever-me nesta corrida.
Na quarta-feira passada desloquei-me à sede da AAL, para levantar o dorsal e o chip, como era referido no sítio da internet, dado que não poderiam ser levantados no local da corrida. Ali apercebi-me logo da latente desorganização, pois foi um problema para encontrar o meu dorsal, e quando lhe perguntei pelo chip, mais perplexo fiquei quando a funcionária me disse que o chip só seria levantado no dia e no local da prova.
Pergunto, então porque motivo não entregam no local da prova o chip e o dorsal, assim se evitariam muitas contrariedades, principalmente aos atletas que vêem de longe, que se deslocam propositadamente para levantar o dorsal na sede.
Esperemos que a partir daqui as coisas corram melhor, principalmente no que se refere à prova e que se não repita aquela lamentável “recepção” à meta.  

João A. Melo

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Corrida dos II Jogos do Direito


Decorreu no passado domingo, a prova de corrida de 10km, da 2ª edição dos  Jogos do Direito, inserida na modalidade de atletismo dos referidos jogos, que contam também com BTT, Futsal, Golfe e Xadrez, um evento organizado pelo Conselho Distrital de Lisboa da Ordem dos Advogados, direccionada para os profissionais do direito, mas na modalidade de atletismo aberta a quem quisesse participar.
Já no ano passado estive para participar, mas informei-me mal, pois pensava que também só os do ramo do direito poderiam alinhar na corrida mas este ano constatei que não era assim. Era uma prova que me agradava pois decorria no Monsanto e ali respira-se  o odor das plantas.
A corrida teve inicio junto ao Campo do Clube Desportivo do Direito, percorrendo-se diversas estradas do Parque, com troços de subidas acentuadas mas também com descidas, pois quem sobe terá de descer, passando pelo Bairro da Boavista e terminando no vamente junto do GD Direito. Foi uma corrida com percurso ao contrário da Corrida da Árvore.
A salientar a boa marcação dos kms em todo o percurso e o controlo do trânsito por parte da PSP, quanto à restante organização, fiquei admirado por a Xistarca, que colaborou, não ter distribuído os chips para controle de tempos, que foram feitos manualmente.
Também pensei que a prova fosse mais concorrida, mas provavelmente muitos ainda julgavam que não podiam participar, e também o valor da inscrição (€10) penso ser exagerado.
A minha participação foi normal, sentindo bastantes dificuldades na acentuada subida de cerca de 1,5km, entre a estrada do Bairro da Serafina e a Torre de comunicações da Portugal Telecom. Passei assim uma manhã bastante agradável no pulmão de Lisboa.


07 Novembro (Dom - 10H00) – 10 km – Corrida Jogos do Direito – 2010 – Lisboa

Escalão: Veteranos III
Participantes: 122
Classificação: 34º
Tempo: 00:48:58 minutos
Vencedor: Rodrigo Torres – Linda-A-Pastora SC


João A. Melo